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sábado, 19 de janeiro de 2013

O espírito do nosso Tempo (Zeitgeist).

Zeitgeist
A palavra alemã "Zeitgeist" também é frequentemente usada em português e em várias outras línguas, apesar de a tradução literal – "espírito de uma época" – dar uma ideia bem aproximada do significado. "Zeitgeist" se refere à ideia de que uma época, ou era, é caracterizada por um conjunto de valores e pontos de vista. O primeiro a usar o termo foi o filósofo e poeta alemão Johann Gottfried Herder.

Pra que servem os MITOS? Os mitos são mentiras que nós acreditamos para poder suportar alguma ideia muito assustadora. Quem acredita em mitos cria uma ilusão, uma estratégia para sobreviver. Porém, um mito pode ser usado para controlar as pessoas por aqueles que estão no poder. Esse Documentário mostra os mitos da nossa civilização: Jesus Cristo e o 11 de Setembro! Os primeiro 5:00 são apenas clipes, pode pular pra começar o Documentário, boa diversão!
Documentário: Zeitgeist legendado completo.
 
O problema da religião nem é acreditar na existência ou não de Deus, é acreditar na Filosofia que criou essa crença. Platão forjou um pensamento único no mundo, que a razão é capaz de entender tudo, o que não podia entender virou questão de religião. Hoje temos muitas provas que isto está muito além da capacidade da nossa mente. Tanto a Ideologia (Marx) e o Inconciente (Freud) provam isso.

Quem somos nós? O que é ser Humano? De onde vem a nossa conciência? O próximo documentário explora o que a ciência sabe sobre nós. Esse documentário fala sobre o que são os HUMANOS do ponto de vista da física quântica.
Documentário: Lei Da Atração, Universo Quântico, Quem Somo Nós - Documentario Completo.

Moral:As idéias são como filhos errantes: aparecem quando menos se espera” (Bern Willians).

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Tempestade passa.

Esta é a sequência de 8 fotos que tirei de uma tempestade. Foram 30 min de tirar o fôlego. Reparem o vendaval. Um fenômeno impressionante. Café sem nada compartilha com vocês, boa diversão! O texto vem de um livro chamado "Explicando a filosofia com arte" e vai muito bem com a Banda Constantina:

O Medo é o começo da sabedoria para Heidegger. Entretanto, existe sabedoria também em correr riscos. O filósofo francês Georges Bataille (1897-1962) defende a "soberaneidade" como uma espécie de relação alternetiva com a morte.
Na teoria de Bataille, entretanto, o soberano não é aquele que simplesmente detém o poder, mas aquele que o exerce. A atitude soberana consiste basicamente em uma recusa a toda a preocupação excessiva com o futuro, a todo o cálculo de consequências, à necessidade de certezas e garantias.
Em vez de se escravizar ao futuro, o homem soberano prefere deixar se envolver pela imediatez do instante. Alheio ao medo, o soberano prefere correr perigos, pois sabe que somente no risco da morte a vida é efetivamente vivida e não apenas conservada. Correr perigo é aceitar o tempo do inesperado, despreocupado da necessidade e da conveniência de suas ações, sem ter em vista nada para além da própria existência.
A sabedoria do medo (Heidegger) e a atitude soberana (Bataille) são, portanto, dois aspectos complementares do mesmo impulso para a vida.
Para exercer o pensamento mortal é preciso primeiro escolher ser mortal. Trata-se de uma situação ambivalente: nós não podemos perder a marca da morte, pois ela nos constitui essencialmente; nós somos como condenados a ela. Mas ao mesmo tempo a condição de mortal não é dada, impõe-se conquistá-la, tornar possível seu vir-a-ser e até descobrir a alegria que lhe é inerente.
Somos intelectualmente capazes de compreender a morte, mas afetivamente incapazes de lidar com essa verdade. Parece haver apenas duas alternativas: ou nos regozijamos, esquivando-nos dos pensamentos sobre a morte, ou somos conscientes, sacrificando nossa necessidade de ser felizes. Parece que toda alegria pressupõe uma certa ignorância, ou, ao contrário, que toda sabedoria implica uma infelicidade crônica. O desafio filosófico último é o ultrapassamento desse impasse, afirmando um tipo de alegria que não nasça da ignorância e de um tipo de consciência que não precise se revestir de melancolia. 
Essa atitude paradoxal é o cerne de um "pensamento mortal". Não há receita para obter essa "ciência alegre", mas também não há nenhuma lei que a proíba. A capacidade de permitir que essa alegria profunda brote, mesmo sabendo que a existência é passageira, ou melhor, por causa mesmo dessa transitoriedade, constitui a "prova dos nove" de uma filosofia vista sob a ótica da vida.
Sem a alegria talvez não fosse possível viver uma vida saudável e criativa. Trata-se de uma espécie de loucura, que nos protege de outras loucuras, aquelas que nos enfraquecem e nos fazem adoecer.
Atualmente reina uma certa visão de que a filosofia é uma espécie de estraga prazeres ou de "exterminadora de festas". Nem sempre foi assim. O filosofo grego Pitágoras comparava a própria vida como uma grande festa, em que alguns vinham para fazer negócios ou para competir, outros, para olhar de modo diferente para a realidade e pensar.
Conta-se também que ele costumava promover grandes banquetes quando tinha boas idéias. Surge então as questões: Qual foi a última vez que celebramos alguma boa ideia? Nossas ideias tem sido boas o suficiente para suscitar comemorações? Mora na filosofia? A festa do pensamento só está para começar. 

Moral: "No começo era a verba." Millor

Bibliografia: Explicando a Filosofia com Arte. Charles Feitosa, Ediouro, 2004.